segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pensador Iluminista: Montesquieu

 Hoje apresentarei um trabalho sobre o pensador iluminista Montesquieu e o espírito das leis.

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           Charles-Louis de Secondat, barão de Montesquieu, foi um dos grandes filósofos políticos do Iluminismo. Curioso insaciável, tinha um humor mordaz. Ele escreveu um relatório sobre as várias formas de poder, em que explicou como os governos podem ser preservados da corrupção.

Casou-se com Jeanne Lartigue, uma protestante. O casal teve duas filhas. Em 1716 ele herdou de um tio o título de Barão de La Brède e de Montesquieu, além do cargo de presidente da Câmara de Bordeaux, para atuar em questões judiciais e administrativas da região. Pelos próximos onze anos ele esteve envolvido em julgamentos e aplicações de sentenças, inclusive torturas. Nessa época também participou de estudos acadêmicos, acompanhando os desenvolvimentos científicos e escrevendo teses.
Montesquieu começou dividir seu tempo entre os salões literários em Paris, os estudos em Bordeaux, o cargo na Câmara e a atividade de escritor. Logo, ele deixaria a função pública para se dedicar aos livros. Foi eleito para a Academia Francesa em 1728. Viajou pela Europa e decidiu morar na Inglaterra, onde ficou por dois anos. Estava muito impressionado com o sistema político inglês e decidido a estudá-lo. Na volta a La Brède, escreveu sua obra-prima, "O Espírito das Leis": foi outro grande sucesso, e também bastante criticada, como haviam sido as "Cartas Persas".
Montesquieu quis explicar as leis humanas e as instituições sociais: enquanto as leis físicas são regidas por Deus, as regras e instituições são feitas por seres humanos passíveis de falhas. Definiu três tipos de governo existentes: republicanos, monárquicos e despóticos, e organizou um sistema de governo que evitaria o absolutismo, isto é, a autoridade tirânica de um só governante. Para o pensador, o despotismo era um perigo que podia ser prevenido com diferentes organismos exercendo as funções de fazer leis, administrar e julgar.
Assim, Montesquieu idealizou o Estado regido por três poderes separados, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Essa é a teoria da separação de poderes e teve enorme impacto na política, influenciando a organização das nações modernas. O pensador levou dois anos escrevendo "Em defesa do Espírito das Leis", para responder ao vários críticos.
Apesar desse esforço, a Igreja católica colocou "O Espírito das Leis" no seu índice de livros proibidos, o Index Librorum Prohibitorum. Mas isso não impediu o sucesso da obra, que foi publicada em 1748, em dois volumes, em Genebra, na Suíça, para driblar a censura. Seus livros seguintes continuaram a ser controvertidos, desagradando protestantes (jansenistas), católicos ortodoxos, jesuítas e a Universidade Sorbonne, de Paris.
referências bibliograficas:http://educacao.uol.com.br/biografias/montesquieu

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Pensador Iluminita: Voltaire

Olá!
Em mais um post do nosso blog falaremos sobre o pensador iluminista Voltaire

VOLTAIRE

Dados gerais:

1.1              Seu nome era Françoi-Marie Arouet ou Voltaire.

1.2             Voltarie nasceu em 21 de novembro de 1694 em Paris, França, e faleceu em 30 de novembro de 1778 na sua cidade natal.

1.3        Voltaire (1694-1778) veio de uma família nobre francesa. Estudou num colégio jesuíta da França, onde aprendeu o latim e o grego.
   
     Em 1713 foi designado como secretário da embaixada da França na cidade da Haia (Holanda). Em 1726, em função de uma disputa com um nobre francês, foi preso na Bastilha por cinco meses. Libertado foi exilado na Inglaterra, onde viveu na cidade de Londres, entre os anos 1726 à 1728.
     Retornou para a França em 1728 e começou a divulgar ideias filosóficas, desenvolvida na fase em que viveu em Londres. Estas ideias baseavam-se, principalmente nos pensamentos de Newton e John Lucke.
     Em 1734, publicou uma de suas grandes obras: 'Cartas Filosóficas', onde defende a liberdade ideológica, a tolerância religiosa e o combate ao fanatismo dogmático.
     Em 1742, viajou para a cidade de Berlin, onde foi nomeado historiógrafo, acadêmico e cavaleiro da Câmara Real. Em função de conflitos teve que sair da Alemanha e foi morar na Suíça. Em 1778, voltou para Paris, onde morreu neste mesmo ano.

2            Suas principais obras foram:

*       Édipo, 1718;
*       Mariamne, 1724;
*       La Henriade, 1724;
*       História de Charles XII, 1730;
*       Brutos, 1730;
*       Cartas Filosóficas,1734;
*       Mondai, 1736;
*       Epître sur Newton, 1736;
*       Tratado de Matafísica, 1736;
*       O Infate Pródigo, 1736;
*       Elementos da Filosofia de Newton, 1738;
*       Zulmie, 1740;
*       Zadig ou o Destino, 1748;
*       Nanine, ou le Péjugé vainecu, 1749;
*       O Século de Luis XIV, 1751;
*       Micrômegas, 1752;
*       Essai sur les moeurs et l’espirit des Nations, 1756;
*       Histoire des voyages de Sacramento écritê par lui-même, 1756;
*      Le Caffé ou I’Ecossaise, 1760;
*       Tancredo, 1760;
*       Histoire d’un bon bramin, 1761;
*      La Pucelle d’Orléans, 1762;
*      Tratado sobre a Tolerância, 1763;
*       Dicionário Filosófico, 1764;
*       Jeannot et Colin, 1764;
*       Petite Digression, 1766;
*       O Ingênuo, 1766;
*       A Princesa da Babilônia, 1768;
*       Questions sur I’Encyclopédie, 1770;
*       Le Cri du Sang Inncocent, 1775;
*       Dialogues d’ Euhémerè, 1777;
*       Irene, 1778;
*      Agathocle, 1779 (que foi publicado depois de sua morte);

3            As idéias e os pensamentos de Voltaire

Voltaire foi influenciado, no campo das idéias, pelo cientista Isaac Newton e pelo filósofo John Lucke.
*      Defendia as liberdades civis ( de expressão, religiosa e de associação).;
*      Criticou as instituições políticas da monarquia, combatendo o absolutismo;
*      Criticou o poder da Igreja Católica e sua interferência no sistema político;
*      Foi um defensor do livre comércio, contra o controle  do estado na economia;
*   Foi um importânte pensador do iluminismo francês e suas idéias influenciaram muito nos processos da Revolução Francesa e de Independência dos Estados Unidos;

4            Alguns fatos curiosos de sua vida

*      Foi considerado um dos maiores poetas e dramaturgos de sua época;
*    O nome Voltaire, na verdade, foi por ele adotado após a passagem pela prisão na Bastilha durante cinco meses, por sua vez ocorrida devido a alguns versos satíricos dos quais foi acusado de ser o autor;

5            Contexto em que viveu e como ele ajuda a entender sua obra

     Voltaire era grande defensor do progresso tecnológico e da ciência. Criticava veementemente a aristocracia, a Igreja Católica e os dogmas religiosos. Porém, arrependeu-se no fim da vida, escrevendo um artigo na revista francesa Correpondace Littérairer, Philosopuique et Critique, onde retomava a fé cristã.

6            Como sua ideias foram recebidas na época e como são vistas hoje
** 
    Naquela época não foram grandes coisas, mas foram recebidas com grande aceitação e tomadas como uma nova ideologia, afinal esse e outros homens expandiram as idéias iluministas. Hoje em dia são muito usadas para entender a sociedade e também como fonte de estudo.

7            Algumas frases de Voltaire

*      “É difícil libertar os tolos das amarras que eles veneram.”
*      “ A leitura engradece a alma.”
*      “Todo aquele que desconfia, convida os outros a traí-los"
*    “O abuso da graça é afetação, o abuso do sublime, absurdo. Toda perfeição é um defeito.”
*   “O valor dos grandes homens mede-se pela importância dos serviços prestados à humanidade.”
***      “A guerra é o maior dos crimes, mas não existe agressor que não disfarce seu crime com pretexto de justiça.”
*      “Encontra-se oportunidade para fazer o mal cem vezes por dia e o bem uma vez por ano.”
*      “Que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu.”
*      “O preconceito é uma opinião não submetida a razão.”
*      “Tenho um instinto para amar a verdade; mas é apenas um instinto.”
*      “Como é horrível odiarmos que desejávamos amar.”
*      “O meu ofício é dizer o que penso.”
*      “A primeira lei da natureza é a tolerância; já que temos todos uma porção de erros e fraquezas.”
*      “Devemos julgar a um homem pelas suas perguntas não pelas suas respostas.”